quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Cozinhando...

Confesso que já gostei mais. Hoje, impacienta-me esta obrigação de comer todos os dias, várias vezes ao dia, principalmente porque sou eu e só eu quem cozinha.
Um dia destes prevejo um motim - decreto férias da cozinha - queria eu ...

Enquanto tal grito de liberdade não ocorre, tento tornar a tarefa menos penosa, cozinhando por antecipação ( o almoço para amanhã já está pronto ...), cozinhando em quantidade ( há pratos que até ganham se aquecidos) e recorrendo a todas as ajudas possíveis, nas quais incluo a Bimby.

Estou longe de a explorar corretamente, que a maquineta tem muitos recursos, mas, quando a utilizo reconheço que me facilita a vida.

Hoje, na antecipação do almoço de amanhã, preparei Bacalhau com espinafres e cenoura e sopa de curgete.

AQUI, pode ler-se a receita.

Não é um prato simples e suja imensa louça, mas é um prato bonito e muitíssimo bom, excelente para receber amigos, porque pode ser preparado antecipadamente e, de uma só vez, temos entrada ( a sopa) e o prato principal.
Aconselho muito a experiência, porque já o testei muitas vezes, sempre com sucesso.

Utilizei o bacalhau que sobrou do natal - aquelas porções mais finas e espinhentas .
Estava congelado, atravancando-me o espaço disponível.
Libertei o congelador e preparei um almoço de truz - que até pode ser também jantar.

Ficou assim:


Pronto, no forno, o bacalhau requer agora 20 minutos a 200 graus.

A sopa, muito cremosa, será aquecida e pronto, já está.


Isto de estar farta da cozinha é uma fase. Tenho muitas e variadas - fases - que, tal como vêm, vão, sem deixar consequências.
Por isso, nada de levar a sério a ideia do motim.
Amanhã não cozinho (YUPPY!!!!), mas depois lá estarei, pilotando o fogão, que, a propósito, vai ser substituído - este já deu o que tinha a dar e já cumpriu muito bem a sua função.
Pode ser que com o brinquedo novo me passe a "fase".

Beijo
Nina





terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Antes e depois ...


O ponto alto do dia foi uma compra muito gratificante, porque foi um excelente negócio.
Foi na Zara Home que, de momento, faz saldos dos saldos e já está com a coleção nova - linda de morrer!

O que acontece nesta loja, na Zara Home, muito mais do que na de vestir, é que os saldos , se tivermos sorte, são verdadeiras pechinchas, são restos de coleção que provavelmente não irão repetir. 
Trazia debaixo de olho umas bandejas com fundo espelhado, lindas em qualquer lugar, mas, no caso, para a bancada da minha casa de banho, onde, por natureza se colocam grande quantidade e variedade de objetos e que não suporto ver "ao monte". Acho que as bandejas são a solução ideal para organizar essas miudezas que se utilizam todos os dias - os cremes, as loções, os hidratantes e tudo o mais que se possa imaginar.

Queria, pois, bandejas.
E achei o que queria:




Eram de 29.99€

... paguei 15.99€ - quase 50% de desconto



Comprei ainda uma segunda,  esta retangular ...
O preço original era 39.99€




... como se pode ler!


Custou metade ...


Paguei 19.99€!


Sim, eu sei que poderia perfeitamente não as ter encontrado. Corri o risco de que se esgotassem, mas tive sorte.
Este achado acabou por "fazer" o meu dia!

Já na bancada, esta redonda com perfumes ...

... a retangular, com as mais diversas tralhas - sim, são quase todos produtos do Lidl que a minha própria dermatologista me aconselhou e com os quais estou satisfeitíssima, não só pelo preço sem concorrência, mas, principalmente, pela qualidade.

Entre as duas bandejas, uma espécie de manequim onde pouso os colares do dia ( tudo pechisbeque, esclareço!)

O certo é que não poderia estar mais satisfeita com o resultado, tão satisfeita que ainda não parei de espreitar, uma e outra vez, a lindeza do cenário - uma casa de banho bem organizada é outra coisa!

Se calhar ainda volto à loja, que deixei debaixo de olho um roupão muito fofo, muito quente, também em saldo.
Se assim for, será o grande momento alto de um  outro dia.
Depois conto ...

Beijo
Nina

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Janeiro avança!

Não há como deter o tempo - ele insiste em desaparecer sem que disso nos apercebamos, o que é assustador.
Para contrariar essa sensação de vertigem, o melhor é fazer balanços, avaliações de como foi gasto. Isso não vai abrandar a sua velocidade, mas, pelo menos, fica-se com a noção de que esse, o bem mais precioso de todos os bens, foi bem utilizado e rentabilizado.

Para começar, nestas duas primeiras semanas do novo ano, para além das repetitivas rotinas de todos os dias, consegui, nos momentos de lazer, concluir esta manta:



Apenas mais uma, a juntar às várias que já fiz.
Acontece que este esquema - corner to corner afeghan , presente em dúzias de vídeos sobre crochê - é um esquema repetitivo que não exige particular atenção, o que o torna ideal para os serões frente à TV.
Iniciei o projeto com a intenção de dar destino a sobras de novelos, mas, como sempre acontece, acabaram as sobras e a manta estava de longe de concluída, pelo que me vi obrigada a mais compras.
O certo é que, desta vez, não guardei sobras.

A manta será presente que oferecerei logo que a ocasião surja, como, aliás, tenho vindo a fazer com várias outras.
Tornei-me fã desta tipo de prenda, personalizada, única e fora do infernal circuito em que tudo é igual, tudo impessopal.

Portanto, o balanço das duas primeiras semanas do mês e do ano, até está bastante composto.

Entretanto já reinicei uma outra, um reaproveitamento de um projeto de CASACO  a que aderi, mas que, desde o princípio me deixou fortes dúvidas.


Este!

Desfiz, desmanchei, tentei aproveitar o que era aproveitável ... uma trabalheira.

Nesta momento, o projeto de casaco - que eu jamais vestiria - virou esboço de manta.



 


Vou utilizar todo o fio que me entope gavetas, para concluir mais uma manta.

A seguir, gostaria de me aventurar no mundo mágico das meias, mas, não me parece possível que uma amadora consiga tricotar meias olhando a TV. 
Logo, a necessidade de iniciar um dos tais trabalhos que crescem em modo piloto automático.

Para já, despejei uma gaveta! Uma vitória!
Já sei! Já sei que rapidamente voltará a ser ocupada pelas sobras!
É uma fatalidade!
A fatalidade de quem gosta de tricotar. E como fatalidade, convenhamos, que não é das piores, pois não?

Beijo
Nina

domingo, 14 de janeiro de 2018

Marselha






Acabou por ser em Marselha que, na passagem de ano, estabelecemos a nossa base, num hotel 2 Km afastado do centro, a partir do qual realizámos todas os passeios e visitas.

O coração da cidade situa-se no Vieux Port, hoje uma magnífica marina, nas margens da qual se circula, se come, se bebe, se descansa e se observa o palpitar da cidade.

Foi num destes restaurantes que almoçámos - os famosos mexilhões com batatas fritas e cerveja.

Antes, porém, calcorreámos este espaço, fazendo a pé todo o perímetro da marina.


O dia estava cinza, mas não chovia.
Era domingo.
Nas margens da marina vi um mercado de peixe muito concorrido.



Barcos, patos e ...

... magníficos edifícios.

Achei interessante este espaço - uma cobertura espelhada  multiplicando as imagens

 




Depois de almoço rumámos a uma colina , onde se situa a basílica de Notre Dame de la Garde e de onde se obtem uma vista aérea de toda a cidade



Um sítio de observação incomparável e uma igreja faustosa, rica, com um interior exuberante em estilo romano-bizantino

Lindo!
Impressionantemente, lindo:








Neste interior descobrem-se semelhanças flagrantes com algumas igrejas russas.

Por fim, a vista aérea da cidade:



Pretendo voltar.
Voar até Marselha e aí, de novo, estabelecer a base , num hotel afastado do centro - com todas as vantagens da tranquilidade.
Daqui partiremos para explorar a Provença profunda.
Será no Verão!
Se tudo correr bem.

Bom domingo.

Beijo
Nina

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

St. Remy de Provence


A viagem da passagem de ano foi determinada pelas condições atmosféricas - tínhamos que escolher um destino onde não chovesse. Não foi fácil porque quase toda a Europa estava debaixo de intensa chuva e não há coisa pior do que viajar nestas condições.

O que de facto me apetecia era rumar ao norte, à Alemanha (onde nunca me farto de voltar) e, aí, ainda que nevasse, seria uma uma fantástica opção. Mas não! Não nevava. Chovia terrivelmente.

A escolha acabou por recair no sul de França , escolhendo Marselha como base a partir da qual se fariam roteiros diários.

Marselha é uma cidade portuária com muitos encantos.
Os arredores, as pequenas cidades da Provença, constavam da nossa lista.

Foi assim que rumámos a St. Rémy de Provence, verdadeiramente encantadora, quase reduto de fadas e gnomos.

A parte velha, vedada ao trânsito automóvel, é um emaranhado de ruelas, com casas antigas, portas e portadas coloridas, lojinhas , bares e galerias de arte.
Um encanto!





No peitoril de uma janela virada para a rua, este delicioso jardim, de bolbos e porcelanas antigas, verdadeiramente irresistível


Van gogh presente, em memória do tempo em que aqui viveu.

Em cada rua, multiplicam-se as galerias de arte, provando que este é um espaço de artistas


Aqui, também  não entraram as grandes cadeias de moda .
Só lojas pequeninas, só um passado de que sentimos saudades, quando "não era tudo igual", tudo massificado.













Esta a pátria de NOSTRADAMUS e a homenagem ao médico profeta.





Ainda hoje, tem seguidores que acreditam ler na sua obra PROFECIAS para 2018.
Não sou de me deixar influenciar minimamente  por este tipo de adivinhação, mas sei que não lhe faltam seguidores.
Na sua cidade a sua memória continua viva e, se calhar, continua a ser motivo de peregrinação.

Para além de St, Rémy, existem várias outras pequenas "villes de charme" que não tive tempo de visitar.
No Verão será.

Beijo
Nina




terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Zaragoza


Zaragoza é uma das minhas cidades preferidas em Espanha, por muitas razões:

- Tem o tamanho ideal, nem muito grande nem muito pequena.

Cidades com Madrid e Barcelona, com todos os encantos que se lhes reconhece, são de um gigantismo que me atordoa, que sempre me faz sentir estrangeira.
Prefiro cidades de menor dimensão, espaços que reconheço, coordenadas que me orientam.

É o caso de Zaragoza, belíssima Zaragoza.

Em termos de monumentalidade é absolutamente fascinante, basta pensar na Basílica de Nossa Senhora do Pilar, magnífica na sua arquitetura delirante, de torres e telhados e vitrais e estatuária que se cruzam e arrebatam o olhar;

Nas inúmeras pontes, nas ruelas estreitas de uma cidade velha que facilmente se alinha com o contemporâneo;

No comércio local que não se subjuga às grandes cadeias;

Nos restaurantes, nas tapas, nas ofertas contemporâneas que espantam o palato, deliciam os sentidos.

Zaragoza surge do nada!

Numa paisagem inóspita, inabitável, árida, agreste e hostil, uma tabuleta conduz-nos ao centro da cidade.

Acontece então o espanto, a submissão maravilhada de quem assim é surpreendido.

Zaragoza é ponto de paragem e ponto de passagem .

Quem sai de Portugal rumo à costa oriental espanhola, forçosamente, passa ao lado de Zaragoza. 

Ou, como eu, entra e fica, uma e outra vez. 
Sempre!


A ponte de Pedra ...

Guardada por leões, atravessa o rio e liga o hotel Ibis ao centro.

Conheço esta ponte como às minhas mãos ...

Poderia atravessá-la de olhos fechados ...

Bem abrigada do vento polar que, como facas, trespassa.

Do outro lado a praça principal semeada de monumentos ...




Quando há festa, a festa é aqui!


Ninguém como os espanhóis para amarem a rua, a festa, o convívio ...

... mesmo ao lado do Pilar.


Por aqui, cultiva-se as ruas sem trânsito, as ruas dedicadas apenas aos peões... Por onde se passeia com o olhar cativo nas montras, nos edifícios ...





à noite, junto ao rio, a cidade é ainda mais bonita ...







Desde que a descobri que a revisito, ano após ano, sempre descobrindo novos encantos.

Desconfio que esta é uma cidade encantada.

Beijo
Nina